O conjunto interactivo das duas suspensões tem a vantagem de contibuir para um conforto adicional que só pode comparar-se a um verdadeiro sofá, como dizia o David. Aliás, essa foi a parte que o Luis Almeida mais gostou depois de fazer mais uns 10 ou 11 kms puxados a ferros na prova da Lagoa.
Mas nem só as suspensões são boas. O sistema de "três dimensões" (suspensão, modo de tracção e bloqueio) à semelhança da karpex é excelente mas numa bicicleta destas bastava um sistema de bloqueio e de suspensão. O modo de tracção é excelente para competição mas não vejo qualquer vantagem numa bike destas, mas também não acrescenta mais peso.
Escusam de olhar prás fotos pra cima e pra baixo porque não têm nada a ver com o texto.
É uma excelente trepadora para quem faz xc, mas é a descer que ela surpreende pela facilidade e velocidade que se atinge e pela forma como tudo fica tão simples.
Também é uma excelente arma de defesa contra canídeos e afins especialmente contra aqueles que têm os dentes bem afiados, pois, tive a oportunidade de espetar com a roda de trás em cima dum com todos os seus 13.5 kgs de peso acrescidos duns "G" de velocidade de arremesso, e logo desabocanhou o meu joelho que podia ter ido à vida se não tivesse a bike não mão. Também neste teste aticanídeo portou-se muito bem!!
Finalmente a Enduro. Deixei-a para o fim para poder esfregar as mãos!
Tinha que começar por um ponto de referência para melhor poder comparar com as outras e nada melhor do que...

Claro!!
Claro!!
Bora lá. Passo o drop chego às raízes a mesma treta. Bem, estes pneus devem ser um bocado duros, são de DH com 2.3 e a pressão está um bocado puxada (axo q o Alberto anda a aprender com as superafinações do David). Bora lá outra vez.
E aquilo foi-se repetindo até ao fim!! Ainda bem q o Alberto n meteu mais pressão naquela suspensão da frente como eu lhe pedi e tal como tinha feito com a Stumpjumper em que acrescentei 25 psis a mais, a recomendação de, adivinhem, David, claro! O homem das superafinações! Na altura senti-me bastante bem e notei uma diferença bem grande (na positiva)
Não havia maneira de me equilibrar em cima dela, derrapava e para corrigir derrapava outra vez, para compensar fazia tanta força nos pedais que desencaixavam e ficava com uma perna em bandoleira, era atirado para a frente e às tantas houve uma altura que me senti uma arara pendurada em cima do guiador! Se tivesse metido mais pressão na suspensão acabava com a arara depenada...!

O que é que se passa aqui???

Fiquei a pensar no assunto enquanto via os putos do DH a divertirem-se à brava a saltar e a colocar as rampas de lançamento lá em cima antes de iniciar a descida técnica. Até comentei com eles que conseguia fazder bem melhor com a minha Giante, com 80 mm à frente com pneus rolantes. Eles olharam para mim, depois para a Enduro, e depois outra vez para mim como se tivessem a falar com um marciano! Nem, me disseram nada!
A questão é simples: esta bike é totalmente diferente daquilo que tinha experimentado até hoje.
O guiador elevado, um avanço minúsculo, uma distância de eixos enorme, um ângulo de direcção esquisito, 14.7 de peso na minha balança, 160 mm de suspensões ajustáveis, a suspensão dianteira "demasiado" dura, um quadro demaisado "curto" para o tamanha da bicicleta....

A subir então nem se fala. Ficava todo desengonçado!
O problema é que esta bicicleta não foi concebida para descer mas antes para descer depressa!
Muito depressa! E quando se anda devagar máquina destas é como conduzir um Ferrari nas ruas de PDl a 50 à hora com medo de derrapar na primeira curva e espatifar o carro todo. Só que andar muito tempo em primeira numa bomba daquelas pode ter um preço, e descer devagar numa bike destas é um desastre!

Aquelas suspensões são potentes e pesadas para aguentarem porrada do pior. Quanto mais rápido melhor é o comportamento. E aquela rigidez, peso, e falta de jeito
que sentimos, depressa desaparece num ápice assim que ela ganha velocidade!
E aquilo foi-se repetindo até ao fim!! Ainda bem q o Alberto n meteu mais pressão naquela suspensão da frente como eu lhe pedi e tal como tinha feito com a Stumpjumper em que acrescentei 25 psis a mais, a recomendação de, adivinhem, David, claro! O homem das superafinações! Na altura senti-me bastante bem e notei uma diferença bem grande (na positiva)
O que é que se passa aqui???
Fiquei a pensar no assunto enquanto via os putos do DH a divertirem-se à brava a saltar e a colocar as rampas de lançamento lá em cima antes de iniciar a descida técnica. Até comentei com eles que conseguia fazder bem melhor com a minha Giante, com 80 mm à frente com pneus rolantes. Eles olharam para mim, depois para a Enduro, e depois outra vez para mim como se tivessem a falar com um marciano! Nem, me disseram nada!
Nunca me senti confortável.
A subir então nem se fala. Ficava todo desengonçado!
Muito depressa! E quando se anda devagar máquina destas é como conduzir um Ferrari nas ruas de PDl a 50 à hora com medo de derrapar na primeira curva e espatifar o carro todo. Só que andar muito tempo em primeira numa bomba daquelas pode ter um preço, e descer devagar numa bike destas é um desastre!
Aquelas suspensões são potentes e pesadas para aguentarem porrada do pior. Quanto mais rápido melhor é o comportamento. E aquela rigidez, peso, e falta de jeito
que sentimos, depressa desaparece num ápice assim que ela ganha velocidade!
j
Percebi isso na parte da ribeira na zona das pedras. Larguei travão e ela voou literalmente!
Deixei de sentir o chão e tudo o que me agarrava ao planeta!

Mas logo a seguir meti travão e veio a desgraça toda.

Não conheçoa as bikes de DH mas esta é sem dúvida uma bike para DHs que precisam de subir com ela quando não arranjam boleia ou não podem subir doutra maneira. Ao contrário do que vem na revista Bike esta bicicleta, para mim, é mais DH do que enduro e não "mais all mountain do que enduro". Penso que eles disseram isso devido à capacidade para subir
que esta bike revelou apesar da condução ser totalmente desajeitada, mas altamente pragmática. Subi uma parede lamacenta com ela e nalguns casos com partes bastante técnicas. E nunca derrapou. É claro que não tem a genica da Genious, nem o peso e o alumínio também não ajuda, mas ajudaram os dois pratos no pedaleiro que facilitaram a subir e não senti falta do terceiro a descer e o curso que pode ser reduzido também para os 120 mm.
Por isso desci uma segunda vez e tentei concentrar-me nas zonas mais rápidas; baixei ligeiramente o selim ajustável através do mecanismo adaptado junto do manípulo do travão de trás e ele baixa e sobe ao nosso gosto. As coisas correram bem melhor mas fiquei desapontado, não com a bike, mas comigo por não saber tirar proveito de todas as suas potencialidades.
Percebi isso na parte da ribeira na zona das pedras. Larguei travão e ela voou literalmente!
Mas logo a seguir meti travão e veio a desgraça toda.
Não conheçoa as bikes de DH mas esta é sem dúvida uma bike para DHs que precisam de subir com ela quando não arranjam boleia ou não podem subir doutra maneira. Ao contrário do que vem na revista Bike esta bicicleta, para mim, é mais DH do que enduro e não "mais all mountain do que enduro". Penso que eles disseram isso devido à capacidade para subir
que esta bike revelou apesar da condução ser totalmente desajeitada, mas altamente pragmática. Subi uma parede lamacenta com ela e nalguns casos com partes bastante técnicas. E nunca derrapou. É claro que não tem a genica da Genious, nem o peso e o alumínio também não ajuda, mas ajudaram os dois pratos no pedaleiro que facilitaram a subir e não senti falta do terceiro a descer e o curso que pode ser reduzido também para os 120 mm.
Mas a melhor peça desta bicicleta é sem dúvida o amortecedor traseiro. É tão suave que o chão não se sente seja qual for a velocidade. Não sei quais são os critérios dos gajos da "bike" mas não concordo com a crítica que fizeram porque esta bike absorveu tudo por onde passei. Levei-a para um trilho que sabia que podia tirar proveito dela, nada mais do que o melhor trilho que já conheci e fiz questão de levar o Luis para ele ficar a conhecer. Houve alturas que deu para esticar a fundo e aí, supreedentemente, senti a segurança que ela desconhece a baixa velocidade em partes mais técnicas. Escusado será dizer que foram momentos em que a adrenalose espirrou por todo o lado mas se não der para tremer os joelhos é porque ainda podemos curtir mais do que isso.
Só tive pena de não poder usar noutro trilho que tinha em mente mas não há tempo para tudo.
Este testes servem precisamente para podermos escolher a bicicleta que está à nossa altura e dentro das nossas capacidades. Se teoricamente a enduro era a bicicleta ideal para me pôr a praticar btt radical, na realidade, e depois de fazer estes teste fiquei a saber que não iria tirar grande proveito dela. A all mountain tem muito mais a ver comigo.
Bons testes!