sábado, 27 de março de 2010

SCOTT SCALE Sub 5 kg!!

Se é de peso que vamos falar, olhem para esta preciosidade: 4,892 kg!!! ;)

Se consegue fazer mais de 10 km em terra, bom, isso é outra coisa.


Model:

Scott Scale LTD

Weight

Bottom Bracket:

Fly Sports incl.

0

Brake Levers:

Extralite Carbon tuned

52

Rear Brakes:

Steinbach with Tune Pads

68

Front Brakes:

Steinbach with Tune Pads

66

Cables:

Power-cordz / Tune Plastik-stu

57

Cassette:

Carbon 11-27

62

Chain:

KCM 10SL

216

Crankset:

0

--Arms:

FlySports Propeller incl. BB a

344

--Ring bolts:

Extralite

8

--Outer Ring:

MGM Carbon 44 X 94

30

--Middle Ring:

MGM Carbon 29 X 94

12

Derlr (Front)

B-T-P Capmpa

66

Derlr (Rear)

B-T-P Carbon

99

Fork:

SID Extrem (Carbon inside) Evo

776

Frame:

Scott Scale LTD Size L

1033

Grips:

Custom

3

Handlebar:

Custom Carbon Combo

110

Headset:

Extralite Scalehead

45

Headset Cap/Bolt:

Schmolke Carbon

4

Headset Spacer:

Carbon

4

Pedals:

M2 racer ORB 2

90

Quick Releases:

Tune Skyline MTB

17

Seat Binder:

B-T-P Barbon

6

Seat:

Tune Concord

38

Seatpost:

Schmolke TLO

94

Shifters:

Sun tuned

83

Stem:

incl

0

Tire (Front)

Schwalbe Furious Fred

274

Tire (Rear):

Schwalbe Furios Fred

276

Tubes:

Notubes Kit with 30 ml

62

Wheelset (Front):

0

Wheelset (Rear):

0

Wheelset:

0

--Rims:

Inolite 28H- Carbon

487

--Spokes:

Bladed Titan v 28X1,8 / h 14X

200

--Nipples:

DT

16

--Front Hub:

Extralite Ultrahub SPD

45

--Rear Hub:

Extralite Ultrahub SPD

149

TOTALS:

grams:

4892

pounds:

10.79

quarta-feira, 24 de março de 2010

MAIS UM "TESTE DRIVE"

Esta fez o teste e veio para ficar.
Ainda se consegue tirar alguns gramitas; os "engenheiros nutricionistas" Levy Leipheimer e Ddevyd Merckx já estão a trabalhar no assunto! Desde que vi uma foto duma scale com menos de 5000 gramas, já acredito em tudo, lol!
Bons treinos.

















terça-feira, 9 de março de 2010

Parque de Estacionamento II - ONROAD



E foi assim mais uma espectacular manhã de domingo, desta vez ONROAD, noutro parque de estacionamento :P


Abraço!!!

PS: Chamada de atenção p/ os restantes membros que não foram: Comecem a comparecer aos treinos de equipa, senao vai haver rescisões de contrato com justa causa :P...é para ti tb, Pellizotti (LOL LOL). Qdo aparecerem, terão de empurrar os membros da equipa com mais presenças em treinos a braços :)))).

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sete Cidades

Santas, aqui está o treino de domingo, no parque de estacionamento.
...E prontos para mais uma volta? É só mais uma :P
Abraço!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Davide Pinto vence as Elites


Antes demais, os Parabéns ao nosso Davide. O "Homem do Norte", regionalmente conhecido como Mister, e na estrada como Franco Pellizotti, Brilhou no Pinhal da Paz. Foi um verdadeiro Guerreiro e no final ainda deu-nos um susto, mas agora já é "Survivor" tb :P e está tudo bem com ele. Foi pena não ter ido ao pódio, mas o Levy representou-o bem.
Nos Juvenis, este ano perdemos uma das "estrelas da companhia". Rui Brilhante, encontra-se "cedido" ao futebol do Santa Clara para grande pena nossa, mas mesmo ai o Rui continua Brilhante e agora a marcar golos. Nos Cadetes, o lider em titulo, o nosso Diogo Brilhante não esteve nos seus melhores dias ficando em 5º lugar, mas nada está perdido e capacidade o Diogo tem muita, sendo apenas necessário trabalho. O nosso outro cadete, o André Valente encontra-se magoado. Vamos a ver se ainda recuperará a tempo de correr nas sete cidades. Nos Sub-23 o Carlos Pereira cumpriu o objectivo, mas aqui está mais um jovem que com mais treino poderia andar na frente. Temos de levar o "Carlins" para a estrada para puxar por ele. O nosso Kadete, o Paulo Rebelo, teve problemas na KTM, mas nas 3 voltas que rodou, estava a rodar muito bem.


Abraço.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

SPARK & SCALE, DOIS PUROS SANGUE "XC"

Já estava arrumado na prateleira a ficar com cotão e teias de aranha, mas infelizmente não há tempo para tudo.
Já lá vão uns dois meses ou mais que adoptei duas bicicletas durante uma semana e meia no total, e não foi só para testar mas foi para gozar ao máximo enquanto pude!
Não sou nenhum “expert” na matéria, muito longe disso, e não escrevo isto para esclarecer ninguém, mas apenas para abrir a discussão e partilhar ideias sobre as potencialidades e defeitos (se é que se lhes pode chamar) das bikes em questão. Por isso é sempre bom ouvir a opinião daqueles que também já tiveram o privilégio de viver esta experiência e ouvir as opiniões e as dúvidas daqueles que não tiveram a oportunidade de as experimentar.
É sempre importante ter uma ideia acabada quando o leque de opções é enorme e o preço é elevado pois trata-se de bicicletas de competição cujos modelos de topo podem atingir valores consideráveis e vale a pena experimentar tudo o que podemos, caso contrário estamos a restringir as nossas opções.
Neste momento, em S. Miguel temos a possibilidade de experimentar um n.º de bikes como até hoje não se viu. Se não me engano o “Carreiro e Comp.” tem disponíveis 11 bikes para teste drive e a Sportzone, para já, serão três de btt, a Spark, a Scale, a Genius e a Addict (penso q é a única loja da sportzone com bikes de test drive, é um privilégio para todos nós).
E se eles nos disponibilizam as bikes acho que merecem um pequeno retorno da nossa parte. É o mínimo que lhes podemos dar!
É sem dúvida um passo muito importante para um público cada vez mais exigente mas infelizmente muito recatado, pois raramente se fazem postes sobre as bicicletas. Efectivamente, não me posso esquecer que foi na sequência dum poste muito bem elaborado pelo André que me levou a fazer um teste numa bike seguido de compra imediata. Também foi num dos comentários desse poste que ouvi falar pela primeira vez na Spark (o Melo, sempre em cima do acontecimento) e não imaginava que menos de dois anos depois teria o prazer de a experimentar da forma como o fiz, ou seja, explorando ao máximo todos os cms quadrados de carbono fluido que a máquina apresenta para quem quer divertir-se durante todas as fracções de segundo que dura o teste!
Tenho de agradecer à sportzone e ao David Morais por terem permitido esta excelente experiência que não vou esquecer: tocar numa máquina que foi moldada e esculpida à medida de um campeão do mundo!
Mas vamos ao que interessa e vou tentar ser sintético para não maçar muito, nem pensem que vou entrar em questões técnicas ou fazer uma cronologia detalhada sobre o comportamento da bicicleta. O objectivo é simples: pretendo apenas abrir o apetite aos mais apáticos e dar ganas aos betetistas mais dedicados para a estrear.





O “Rabanete” uma mistura explosiva de árabe e lusitano em prefeita consonância com a geometria da Scale e da Spark


Saída da maternidade com um dos quadros mais leves do mundo com recurso a uma tecnologia própria (que lhe permite tirar peso a ganhar mais rigidez), quer na produção do carbono, quer no fabrico de amortecedores.


A Spark é um verdadeiro “animal” de sangue quente, um exemplar notável de temperamento, montabilidade e agilidade ao mais alto nível que atinge o seu melhor desempenho quanto maior for a velocidade aplicada. É cooperante e executa com perfeição os andamentos que lhe são exigidos de forma sublime, é ardente de temperamento, não se apresentar frio às “ajudas” como alguns que conheço bem, transmite vibração e pode tornar-se num ganhador! Mas só se “deixa arranjar” por quem tem esporas para o montar! Para além disso, e como está patente no seu padrão de raça, é uma máquina nobre de sangue fervilhante que transmite confiança, coragem, segurança, tudo atributos importantes para triunfar numa modalidade competitiva como é o xc de competição.


É ágil a manobrar, leve tanto nas descidas como nas subidas, o que lhe permite uma capacidade técnica imbatível, mas exige grande perícia para o domar porque perde alguma estabilidade na dianteira com o aumento de velocidade. Torna-se tão leve que a mais pequena irregularidade no terreno é sentida na ponta dos dedos. É um bichinho predilecto dos aficionados do xc puro e duro. A leveza deve-se não só ao peso mas penso que também à geometria, é a única conclusão que se pode tirar depois de passarmos uma horas a gaspear, porque, afinal, a montada que está disponível para teste drive não tem uma leveza tão excepcional como as versões de topo (a minha Giant com os seus anitos é mais leve mas parece mais pesada a manobrar), e houve momentos que nos permitiram elucidar que há qualquer coisa de especial no seu porte que lhe dá aquela jovialidade e energia que sentimos desde o primeiro momento em que o conhecemos.


Uma adequada elevação do garrote favorece o equilíbrio da cabeça e oferece um melhor ponto de aplicação às forças exercidas pelo balanceiro cervical e pelos músculos elevadores da espádua, o que facilita o galope e o salto de obstáculos.
Um garrote destacado mas não exagerado é, assim, uma peça imprescindível a uma máquina de elite especialmente vocacionada para a tauromaquia e saltos de obstáculos como é o caso da Spark, conferindo-lhe ainda uma grande versatilidade nas restantes actividades e uma franca flexibilidade longitudinal apresentando um bom equilíbrio natural ao trote, mas em especial ao galope.


Uma garupa bem guarnecida favorece-lhe o seu desempenho em dressage com boa capacidade técnica de executar exercícios de elevado grau de dificuldade como são a passage, piaffer e piruetas a galope. Deste modo a Spark é uma máquina que rapidamente consegue alterar o seu equilíbrio e centro de gravidade. Devemos ainda considerar com um dos aspectos positivos a sua flexibilidade lateral, especialmente em curva, isto é, a capacidade de realizar trabalhos em duas ou mais pista, com é a espádua-a-dentro, contra-espádua-a-dentro e ladear que envolvem o animal num bailado gracioso especialmente nos trilhos mais sinuosos e ondulantes com curvas acentuadas.


Peitoral de amplitude média, profundo e musculoso dão-lhe a estabilidade e levezas necessárias para os mais exigentes padrões de competição.


O balanceiro cervical actua como regulador do equilíbrio fazendo variar neste o seu ponto de gravidade. Já de si com uma geometria que lhe permite andamentos rápidos e extensivos. No galope comprido convém manter as ajudas muito leves de modo a reagir imediatamente às oscilações laterais e verticais e assim poder facilmente ultrapassar as irregularidades do terreno sem perdas de energia e sem quebras no andamento.


Altivez e elegância são atributos do verdadeiro puro-sangue XC Spark! A sua beleza natural, elegância e presença em pista, para além da sua expressividade, permite-lhe uma avaliação superior e marca pontos na apreciação estética pelo público em geral.


Linhas simples e de traços esguios sem descurar a robustez dão-lhe uma beleza ímpar e um peso único!


Um dos momentos mais quentes não foi a descida da Batalha que desci de forma tão simples que quase nem dei por ela, mas foi o trilho do Pico da Areia onde mostrou o seu esplendor, sempre segura na rédea de fora (que controla a velocidade), em descidas íngremes e curvas apertadas, mantinha-a impulsionada para a mater activa mesmo em andamentos curtos. Quando reduzia o andamento com “meia paragem” para o trote entrando numa curva em meia pirueta com os ombros puxados para trás para não se “desarranjar” ela “arrumava” os posteriores bem por debaixo da garupa, arredondando a posição para sair a ladear da curva e preparar-se para o galope assim que lhe cedia a rédea. O comportamento nas descidas foi formidável, mas onde fiquei realmente impressionado foi no Pinhal da Paz onde pude levar ao limite todos os seus atributos físicos a capacidade de alterar os andamentos através do mecanismo Twinloc, uma ferramenta essencial para quem faz competição, comum peso insignificante, e só lhe damos valor depois de o experimentarmos. É tão útil que acredito que será um dos principais elementos a ter em conta no futuro pela concorrência.
Velocista por natureza….


É visível um garrote cumprido relativamente baixo sempre numa transição suave entre dorso e o pescoço; se a Spark tem que ser tratada com leveza nas ajudas, a Scale ainda é mais fina e reage com mais sinergia ao mínimo toque.
É preciso ter a agilidade de um felino para domar o animal e cravar bem as unhas na sela para não ser atirado borda fora!


Uma verdadeira puro sangue- costaneira com um peso pluma de nível internacional!


De marca «Racing»! Não precisa de esporas, bastam os chinelos!!
Nas cumeeiras das sete cidades num dia de chuva cerrada e de ventania do piorio tive a oportunidade de me esticar e não a poupei um bocadinho. Aproveitei ao máximo para explorar um dos seus principais atributos: a velocidade pura e simples. Não me desiludiu! Antes pelo contrário permitiu-me atingir andamentos alucinantes, não se foi do vento ou do frio…


Uma verdadeira máquina de guerra pronta para qualquer cavalgada!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

MAIS TESTE DRIVES

Desta vez foram duas bicicletas fisicamente muito semelhantes mas com geometrias e desempenhos totalmente diferentes. Não vou entrar em pormenores técnicos porque não tenho essa bagagem nem é esse o objectivo. Deixo isso prós expertes!

A Genius foi uma bike que me encheu as medidas. Para quem faz xc esta é a opção mais confortável.


O conjunto interactivo das duas suspensões tem a vantagem de contibuir para um conforto adicional que só pode comparar-se a um verdadeiro sofá, como dizia o David. Aliás, essa foi a parte que o Luis Almeida mais gostou depois de fazer mais uns 10 ou 11 kms puxados a ferros na prova da Lagoa.



Mas nem só as suspensões são boas. O sistema de "três dimensões" (suspensão, modo de tracção e bloqueio) à semelhança da karpex é excelente mas numa bicicleta destas bastava um sistema de bloqueio e de suspensão. O modo de tracção é excelente para competição mas não vejo qualquer vantagem numa bike destas, mas também não acrescenta mais peso.


Escusam de olhar prás fotos pra cima e pra baixo porque não têm nada a ver com o texto.


Apesar dos 150 mm ajustados até 120 é uma verdadeira trepadora, e apesar dos seus 13.5 kgs na minha balança, o quadro em carbono e a geometria dão-lhe uma agilidadade que vai na esteira dos quadros da spark, skarp, aliás, skarpex e da scale. Dá-lhe uma ligeireza que permite trepar qualquer parede com rapidez e passa pelos sítios que exigem grande habilidade e equilíbrio a subir A descer senti-me perfeitamente adaptado e não senti desequilíbrios adicionais devido à elevação do guiador, como senti com a Stumpjumper com um quadro maior e um avanço mais curto apesar dos 140 de curso. Os pneus NN 2.2 ou 2.25 encaixam na perfeição e correspondem a qualquer travagem. Aliás, correspondem demasiado. Nunca vi uma roda da frente travar daquela maneira; não se limitava a travar mas, mesmo no meio da lama e grandes desníveis,bloqueava pura e simplesmente! O que podia complicar as coisas, isto aliado ao facto das superafinações dos travões feitas pelo David não me permitirem fazer uma descida simples e sem solavancos! Só depois de ajustar os travões ao meu gosto é que desci finalmente a Batalha como deve ser, a uma velocidade alucinante e em total segurança com a perfeita noção que me podia esticar mais ainda!


É uma excelente trepadora para quem faz xc, mas é a descer que ela surpreende pela facilidade e velocidade que se atinge e pela forma como tudo fica tão simples.
Também é uma excelente arma de defesa contra canídeos e afins especialmente contra aqueles que têm os dentes bem afiados, pois, tive a oportunidade de espetar com a roda de trás em cima dum com todos os seus 13.5 kgs de peso acrescidos duns "G" de velocidade de arremesso, e logo desabocanhou o meu joelho que podia ter ido à vida se não tivesse a bike não mão. Também neste teste aticanídeo portou-se muito bem!!

Finalmente a Enduro. Deixei-a para o fim para poder esfregar as mãos!

Tinha que começar por um ponto de referência para melhor poder comparar com as outras e nada melhor do que...


Claro!!



Mal iniciei a descida, logo no primeiro drop, não desci...derrapei! É dos pneus. Tá muita lama!
Bora lá. Passo o drop chego às raízes a mesma treta. Bem, estes pneus devem ser um bocado duros, são de DH com 2.3 e a pressão está um bocado puxada (axo q o Alberto anda a aprender com as superafinações do David). Bora lá outra vez.
E aquilo foi-se repetindo até ao fim!! Ainda bem q o Alberto n meteu mais pressão naquela suspensão da frente como eu lhe pedi e tal como tinha feito com a Stumpjumper em que acrescentei 25 psis a mais, a recomendação de, adivinhem, David, claro! O homem das superafinações! Na altura senti-me bastante bem e notei uma diferença bem grande (na positiva)

Não havia maneira de me equilibrar em cima dela, derrapava e para corrigir derrapava outra vez, para compensar fazia tanta força nos pedais que desencaixavam e ficava com uma perna em bandoleira, era atirado para a frente e às tantas houve uma altura que me senti uma arara pendurada em cima do guiador! Se tivesse metido mais pressão na suspensão acabava com a arara depenada...!


O que é que se passa aqui???



Fiquei a pensar no assunto enquanto via os putos do DH a divertirem-se à brava a saltar e a colocar as rampas de lançamento lá em cima antes de iniciar a descida técnica. Até comentei com eles que conseguia fazder bem melhor com a minha Giante, com 80 mm à frente com pneus rolantes. Eles olharam para mim, depois para a Enduro, e depois outra vez para mim como se tivessem a falar com um marciano! Nem, me disseram nada!

A questão é simples: esta bike é totalmente diferente daquilo que tinha experimentado até hoje.

O guiador elevado, um avanço minúsculo, uma distância de eixos enorme, um ângulo de direcção esquisito, 14.7 de peso na minha balança, 160 mm de suspensões ajustáveis, a suspensão dianteira "demasiado" dura, um quadro demaisado "curto" para o tamanha da bicicleta....

Nunca me senti confortável.


A subir então nem se fala. Ficava todo desengonçado!


O problema é que esta bicicleta não foi concebida para descer mas antes para descer depressa!
Muito depressa! E quando se anda devagar máquina destas é como conduzir um Ferrari nas ruas de PDl a 50 à hora com medo de derrapar na primeira curva e espatifar o carro todo. Só que andar muito tempo em primeira numa bomba daquelas pode ter um preço, e descer devagar numa bike destas é um desastre!


Aquelas suspensões são potentes e pesadas para aguentarem porrada do pior. Quanto mais rápido melhor é o comportamento. E aquela rigidez, peso, e falta de jeito
que sentimos, depressa desaparece num ápice assim que ela ganha velocidade!

j
Percebi isso na parte da ribeira na zona das pedras. Larguei travão e ela voou literalmente!


Deixei de sentir o chão e tudo o que me agarrava ao planeta!



Mas logo a seguir meti travão e veio a desgraça toda.



Não conheçoa as bikes de DH mas esta é sem dúvida uma bike para DHs que precisam de subir com ela quando não arranjam boleia ou não podem subir doutra maneira. Ao contrário do que vem na revista Bike esta bicicleta, para mim, é mais DH do que enduro e não "mais all mountain do que enduro". Penso que eles disseram isso devido à capacidade para subir
que esta bike revelou apesar da condução ser totalmente desajeitada, mas altamente pragmática. Subi uma parede lamacenta com ela e nalguns casos com partes bastante técnicas. E nunca derrapou. É claro que não tem a genica da Genious, nem o peso e o alumínio também não ajuda, mas ajudaram os dois pratos no pedaleiro que facilitaram a subir e não senti falta do terceiro a descer e o curso que pode ser reduzido também para os 120 mm.

Por isso desci uma segunda vez e tentei concentrar-me nas zonas mais rápidas; baixei ligeiramente o selim ajustável através do mecanismo adaptado junto do manípulo do travão de trás e ele baixa e sobe ao nosso gosto. As coisas correram bem melhor mas fiquei desapontado, não com a bike, mas comigo por não saber tirar proveito de todas as suas potencialidades.
Mas a melhor peça desta bicicleta é sem dúvida o amortecedor traseiro. É tão suave que o chão não se sente seja qual for a velocidade. Não sei quais são os critérios dos gajos da "bike" mas não concordo com a crítica que fizeram porque esta bike absorveu tudo por onde passei. Levei-a para um trilho que sabia que podia tirar proveito dela, nada mais do que o melhor trilho que já conheci e fiz questão de levar o Luis para ele ficar a conhecer. Houve alturas que deu para esticar a fundo e aí, supreedentemente, senti a segurança que ela desconhece a baixa velocidade em partes mais técnicas. Escusado será dizer que foram momentos em que a adrenalose espirrou por todo o lado mas se não der para tremer os joelhos é porque ainda podemos curtir mais do que isso.
Só tive pena de não poder usar noutro trilho que tinha em mente mas não há tempo para tudo.
Este testes servem precisamente para podermos escolher a bicicleta que está à nossa altura e dentro das nossas capacidades. Se teoricamente a enduro era a bicicleta ideal para me pôr a praticar btt radical, na realidade, e depois de fazer estes teste fiquei a saber que não iria tirar grande proveito dela. A all mountain tem muito mais a ver comigo.


Bons testes!